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NOVO IDEIA

Caro, Leitor!

Desculpe-nos a ausência de posts nos últimos dias.

Estamos preparando uma novidade digna de seu perdão. Volte a acessar o Ideia semana que vem e confira! =)

Um grande abraço,

equipe Ideia.

Diante de protestos e a busca pela identidade da geração que podemos observar nas ultimas semanas que se passaram, a cultura também toma seu espaço. As atrações dessa semana dão destaque para manifestações culturais regionais intensificando as raízes e diversidades que existem em nosso país e o fortalecimento de nossas origens com temas históricos e a ligação com culturas distintas. Programe-se!

 EXPOSIÇÃO

Manifestações populares de diferentes regiões do país, em três residências artísticas, com proposta de confecção coletiva de retratos em foto e vídeo, é o trabalho em exposição de 25 mulheres ligadas com as mesmas coisas em comum: a diversidade cultural! ”Substantivo Feminino”  traz a exposição de fotografias e vídeos produzidos, uma reunião com as todas as integrantes do projeto, que compartilham suas músicas e tradições – Cavalo Marinho (Condado – PE), o Reinado (Belo Horizonte – MG) e o Batuque (Capivari e Piracicaba – SP) e um bate-papo com as artistas idealizadoras, que contam sobre o processo de realização.

QUANDO: 15 de outubro à 20 de novembro

Terças, Quartas, Quintas, Sextas e Sábados das 09:00 às 21:30

Domingos das 09:00 às 18:30

ONDE: SESC Ipiranga – Rua Bom Pastro, 822 – Ipiranga

Tel.: (11) 3340-2000

QUANTO: Entrada Gratuita

 

MÚSICA

A  exposição “Substantivo Feminino” não poderia somente expor as imagens do projeto, então nos presenteará com uma apresentação musical de suas raízes culturais. As integrantes do projeto vindas de Pernambuco, Minas Gerais e interior de São Paulo irão se reunir com músicos convidados para compartilhar com o público as músicas e as danças de suas tradições.

 

TEATRO

Muitos são os motivos que unem Brasil e Portugal, seja por razões históricas ou culturais, o fato é que, hoje, ambos são os maiores representantes da herança de conjunto de identidades culturais de países que falam a língua portuguesa no mundo atual. Sendo assim, entra em cena a 6ª edição do “Circuito de Teatro em Português”! Concebido para enriquecer a integração entre artistas e grupos de teatro por meio da troca cultural, o festival também reunirá representantes de mais oito países de língua portuguesa: Moçambique, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe, Angola e Cabo Verde, Timor Leste e Galícia. Aproveitando o feriado prolongado, aí vão 3 peças que estarão em cartaz por esses dias:

11/11 SEXTA Os Fidalgos – O kinka Pampa (Guiné-Bissau) 

Sexta-feira, às 21h, no Teatro Cacilda Becker

História da mulher que tem de assumir o trono deixado por uma rainha e de um rapaz que se recusa a abandonar o posto de sentinela.

14/11 SEGUNDA Os Parodiantes da Ilha – O Rei do Obô (São Tomé e Príncipe)

Segunda-feira, às 21h, no Teatro João Caetano

Em uma lavoura de cacau, ocorre uma revolta de escravos ao mesmo tempo em que um colono procura por um rei, que é morto mais tarde.

15/11 TERÇA Cia Chão de Oliva – A Patente (Cintra-Portugal)

Terça-feira, às 21h, no Teatro Cacilda Becker
Ao estilo de Pirandello, o espetáculo mostra atores que ora rejeitam as personagens ora desejam muito interpretá-las.

QUANDO: 07 de novembro à 20 de novembro às 21h

QUANTO: Entrada Gratuita

 

A cultura é uma metamorfose, mas procure não limitar-se apenas a sua cultura regional. Expanda-se! Só em nosso país a cultura existente é muito mais que uma aula completa, basta saber apreciá-la e aproveitá-la da melhor forma possível. Bom ferido com muita cultura!

Depois da Revolução Industrial e, principalmente nos anos 80, foi desencadeada uma ostentação em busca de visibilidade através de marcas luxuosas, que proporcionavam um status muitas vezes irresponsável.

Roupas, bolsas, carros, estavam no topo da lista.

Não podemos dizer que o consumidor atual está totalmente ileso a isso, mas está quase. A “nova era”, abundante em tecnologia, correria e imediatismo, é de um consumidor que procura por experiências e não apenas produtos (e status) . Lidando constantemente com mudanças em parâmetros culturais, ambientais e comerciais, ele procura por momentos que amenizem essas mudanças, e passa a se preocupar mais com sua saúde e seu corpo.

Com isso, surgem novas formas de negócios, que se preocupam com o consumidor além de seu “dinheiro”, digamos assim. As marcas que querem conquistá-lo precisam ser transparentes e transmitir confiança, proporcionando, assim, experiências autênticas. Além disso, aproveitar o imediatismo da vida atual e ser relevante ao público.

Hoje, o consumo que “traz felicidade”, boas experiências, não são apenas produtos luxuosos. Podemos deixar isso mais claro com um conceito chamado “Pocket Experience”.

Na correria do cotidiano urbano, o indivíduo busca vivências compactas e acessíveis para serviços e produtos, os Pocket Experience.

Faça isso com seu produto e serviço, mais que isso, com sua marca! Por exemplo, se você tem uma cafeteria, proporcione experiências sensoriais ao seu cliente. Um simples café, que custa em média 3 reais, pode se tornar uma experiência fantástica. Pense num indivíduo que trabalha e se estressa o dia todo, e no final do dia, passa em sua cafeteria, com música ambiente tranquila e gostosa de ouvir, com aquele cheiro inconfundível do café, em um ambiente aconchegante e com diversos efeitos visuais, cadeiras confortáveis… enfim, 3 reais podem trazer uma experiência de conforto para este indivíduo naquele exato momento, quando mais precisava.

Pense neste pequeno exemplo e multiplique estas sensações, aproxime sua marca de seu público.

 

Texto baseado na palestra de Sabina Deweik no Brasil Design Week.

“Sustentabilidade é o ponto de intersecção entre os negócios e os interesses da sociedade e do planeta” – Andrew Savitz

Ser sustentável. A expressão já virou um clichê no meio corporativo e mesmo assim pouquíssimas empresas conseguem chegar a essa façanha.

Isso porque, a maioria adota este discurso da boca para fora. Há até empresa com folderzinho produzido em papel reciclato e dizendo que é sutentável, acredita? Claro que acredita, você já deve ter visto isto por aí, não é?

O fato é que para ser realmente sustentável, é preciso integrar essa estratégia a um plano de negócio junto aos objetivos da empresa. Assim, é possível criar uma cultura organizacional voltado a essa estratégia, fazendo com que os funcionários (de gerentes a produção) vivenciem essa cultura. Até porque, é preciso manter uma cultura de dentro para fora primeiro, para depois adotar ações e comunicar seu consumidor esta mensagem.

Podemos entender isso em empresas que utilizam o discurso sustentável em sua comunicação mas são envolvidas em escândalos corporativos, neste caso, a falta de ética é uma questão essencial na “falta de sustentabilidade”.

Mas ser sustentável é lucrativo?

O retorno para uma marca que assume um posicionamento sustentável não é facilmente mensurável. Até porque o retorno não vem em forma de grana, não da forma que uma ação convencional proporcionaria.

Essa posição diante aos públicos fortalece a marca, aumentando sua reputação e confiança. Agrega lembranças importantes para a personalidade da marca. Mas também temos que entender que ser sustentável precisa partir de um pensamento favorável ao planeta, não apenas a marca ou aos lucros. Claro que toda ação é bem vinda, mas enquanto empresas continuarem na tentativa de “ganhar” em cima do tema, não mudaremos nada no ambiente.


Ansiedade, pressa e falta de engajamento: geração Y, você está fazendo errado!

Os jovens de hoje, mais conhecidos como geração Y, estão cada vez mais famintos por novas conquistas e desafios. Porém, devido toda essa instabilidade e ansiedade pelas novidades do mercado, a dificuldade em contratá-los tem crescido. As empresas estão inseguras em adicioná-los em seus quadros de funcionários por vários fatores e um deles é a falta de engajamento.  Mas o que seria engajamento nesse caso? Defino como “estar entrelaçado a uma causa”, sentir que a empresa realmente agregue algum sentido para a vida.

Sou parte efetiva dessa geração Y e digo com propriedade que existe uma pressa em chegar a algum lugar em tempo record. O problema é que na maioria das vezes essa ansiedade misturada com agonia de ficar “estacionado” não tem um rumo certo. A questão é IR DEPRESSA, CHEGAR LOGO, CORRER COM TUDO, mas para onde? E por quê? Nem nós mesmos sabemos e isso está visível para nossos prováveis futuros chefes. Eles querem nossa sede, nossa fome, nossa energia, mas também estão com um pé atrás com esse desespero desenfreado.

Voltando a falar na terceira pessoa, os jovens não querem fazer sempre as mesmas coisas, por isso é necessário mostrar que há possibilidade de crescimento dentro da empresa. Principalmente no início da carreira, além de querer mostrar para os outros, a necessidade de provar para si próprios que são capazes é maior e, é ai que deve entrar as propostas de desafios constantes por parte das organizações. Mas não somente de desafios são movidos os jovens e as empresas devem ficar atentas para não cair naquela questão da sombra da rotatividade que ronda por aí. A maior parte da massa jovem está carente de espelhos e referências. Muitos não tem um líder a quem seguir e almejar alcançar seu sucesso. Nesse quesito é possível comparar com a geração X (nascidos nas décadas de 60 e 70), onde os maiores espelhos eram os pais e, já essa nova geração teme ficar parecida com os progenitores e evitam se aproximar de suas semelhanças profissionais. Como mais uma dica de “como engajar a rapaziada”, vale lembrar a importância do feedback, saber onde estão errando e percebendo que seus acertos estão sendo notados, desperta a sensação de confiança, tornando assim um funcionário seguro de seus atos.

Como já citei antes, sou parte dessa geração e sei bem dessa realidade ansiosa em que vivemos. O mercado deve parar de esperar que as novas gerações de letras estrangeiras sejam sempre fenomenais e deve permitir que as falhas apareçam. É a partir delas que o progresso vai ganhando espaço. Agora eu pergunto para você: sua profissão faz seus olhos brilharem? Talvez a falta de “brilho nos olhos” pelo o que faz seja a principal razão da falta de engajamento. Reflita e tente descobrir: Pelo o que seus olhos brilham?

Há alguns anos, ainda na faculdade, as metodologias e os “esqueletos” de trabalho (famosos esqueletos) ainda faziam um grande sentido para mim.  Até que eu encontrei a vida real. Não quero dizer que nada mais daquilo fez sentido, claro que fez! Como ter um bom planejamento sem levantar o perfil do consumidor? Como entender o mercado sem levantar as influências macro e micro ambientais?

Mas quando ingressei no mercado de trabalho, descobri outros fatores que um bom planejamento precisa ter. E uma das lições mais importantes que aprendi é: mantenha o sentido da realidade em seu planejamento. Ou seja, não mude sua HISTÓRIA REAL, por “mera teoria”.

Quando estamos trabalhando com clientes reais, consumidores reais, aprendemos que é preciso planejar muito além de um método. É preciso ter sensibilidade e entender comportamentos. Só assim, podemos ter  insights que agreguem valor, e que no fim, o planejamento possa encantar e ser eficaz. O estudo, o conhecimento, são base para bons insights, mas eu não acredito que eles vêem de histórias baseadas em uma ciência. Não enfeite seu planejamento, seja direto, objetivo, boas ideias são simples. Quando você começa a levar em conta mais a prática, a teoria vira uma base (como eu disse).

Tenha um repertório para entender o consumidor. Até porque, insights vem de vivência, de momentos capazes de entender problemas e resolvê-los, em um instante lúcido. E como conseguir este repertório?

Acredito que esta vivência vem de momentos em que entendemos situações através de outros olhares. Como por exemplo, em peças teatrais, filmes, boas músicas, bate-papos, etc. Claro que além disso, na rua ou aonde seu consumidor estiver. As pequisas e estudos aliadas a estes “momentos” podem fazer com que você chegue a um planejamento consistente, conseguindo transmitir uma essência e chegar ao resultado esperado pelo cliente.

Na verdade planejadores têm particularidades na hora da botar a mão na massa, mas aliar estudo à sensibilidade pode ser um bom começo.

 

Texto inspirado no artigo de Fernando Ribeiro ao Unplanned. 

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